Psicólogo para homens gays e negros

Você não precisa escolher qual parte de você levar para a terapia.

Terapia online com William Camilo, psicólogo e sexólogo gay e negro, para homens gays e negros, no Brasil e no exterior.

Registro ativo no Conselho Regional de Psicologia da Bahia: CRP 03/22676. Confira no cadastro nacional do CFP.

William Camilo, psicólogo e sexólogo gay e negro, terapia online para homens gays e negros
A dor por dentro

Gay demais para um lugar, negro demais para o outro

Como é a terapia para homens gays e negros? É um atendimento online que trata racismo e homofobia como experiências que se cruzam, sem pedir que você escolha uma delas para falar. Usa a Terapia Cognitivo-Comportamental e a Terapia Afirmativa para trabalhar autoestima, relacionamentos, sexualidade, família e fé, com um psicólogo e sexólogo gay e negro.

No aplicativo, alguém escreve "sem negros" no perfil, ou elogia o seu corpo como se fosse um fetiche. Em casa, a conversa sobre namorada continua no almoço de domingo. Na igreja, você aprendeu que uma parte sua era pecado. No trabalho, você mede o tom de voz para não ser lido como agressivo.

Cada lugar cobra uma parte diferente de você. E quase nunca existe um lugar onde as duas partes cabem ao mesmo tempo.

Aqui elas cabem.

  • Sente que precisa ser duas pessoas diferentes, dependendo de onde está.
  • Já ouviu "você é bonito para um negro" e não soube o que sentir.
  • Evita aplicativos, ou vive neles, e sai deles se sentindo pior.
  • Carrega culpa religiosa ou familiar sobre a própria sexualidade.
  • Sente que precisa provar valor pelo corpo, pelo trabalho ou pela força.
  • Sente solidão mesmo em espaços gays ou em espaços negros.
O caminho

Como a terapia ajuda

A terapia parte de um pressuposto: racismo e homofobia são reais, produzem sofrimento e não precisam ser provados a cada sessão. Você não gasta o tempo da terapia explicando o que é ser um homem gay e negro no Brasil.

Com a Terapia Cognitivo-Comportamental, trabalhamos as crenças que essas experiências deixaram, como "preciso ser perfeito para ser aceito" ou "se me conhecerem de verdade, vão embora", e os comportamentos que vieram junto: esconder, performar, se isolar. Com a Terapia Afirmativa, sua sexualidade é tratada como parte legítima de quem você é, nunca como o problema.

Como sexólogo, também trabalho o que quase ninguém consegue falar em voz alta: desejo, inseguranças no sexo, o corpo negro lido como objeto e a distância entre ser desejado e ser escolhido.

Benefícios

O que você pode construir

Uma identidade inteira

Deixar de dividir quem você é conforme o ambiente.

Autoestima sem prova

Um valor próprio que não depende de ser desejado.

Elaborar o vivido

Nomear racismo e homofobia em vez de engolir.

Relações mais honestas

Vínculos onde você não precisa performar.

Sexualidade sem culpa

Desejo, fé e família conversando sem guerra.

Sem precisar traduzir

Falar das duas camadas sem explicar o básico.

Por que William Camilo

Um psicólogo e sexólogo gay e negro

FormaçãoPsicólogo & Sexólogo

Duas lentes para cuidar do emocional e da vida sexual. CRP-03/22676.

VivênciaAs duas camadas

Um homem gay e negro que cresceu na igreja e conhece essas travessias por dentro.

AbordagemTCC & Terapia Afirmativa

Prática baseada em evidências, afirmativa e antirracista.

AlcanceOnline — Brasil & exterior

Sessões sigilosas por vídeo, no seu fuso, onde você estiver.

Conhecer minha história →

Como funciona

Um processo com começo, cuidado e direção

01

Primeiro contato

Você envia uma mensagem pelo WhatsApp. Sem formulários longos, sem compromisso.

02

Sessão inicial

Você conta sua história e entendemos juntos o que você está buscando.

03

Processo terapêutico

Sessões semanais online, com sigilo e ferramentas da TCC e da Terapia Afirmativa.

04

Acompanhamento

Um processo contínuo, no seu ritmo, revisitando objetivos ao longo do caminho.

Aprofundando

O que acontece quando racismo e homofobia se cruzam?

A jurista Kimberlé Crenshaw (1989) chamou de interseccionalidade o fato de que certas experiências só existem no cruzamento de duas posições sociais. Um homem gay e negro não vive "o racismo de um homem negro" mais "a homofobia de um homem gay branco". Vive algo próprio: o racismo dentro da comunidade gay e a homofobia dentro de espaços negros, que muitas vezes eram os seus lugares de proteção. Na saúde pública, esse olhar ajuda a entender por que grupos que estão nesses cruzamentos acumulam desvantagens que não aparecem quando se olha uma categoria de cada vez (Bowleg, 2012).

No dia a dia, isso é concreto. No aplicativo, o mesmo homem é rejeitado por ser negro e procurado por ser negro, quase sempre pelo motivo errado. Na família, a cobrança por ser "o homem forte da casa" convive com o silêncio sobre a sexualidade. Na igreja, a fé que dava pertencimento também ensinava a esconder.

A teoria do estresse de minorias (Meyer, 2003) ajuda a nomear o desgaste: o preconceito vivido, a expectativa de rejeição e o esforço de esconder partes de si funcionam como estressores que se acumulam. Para quem vive duas formas de preconceito ao mesmo tempo, o esforço de vigilância costuma ser dobrado. Veja também homofobia internalizada e racismo e saúde mental de homens negros.

Aprofundando

Por que a autoestima de homens gays e negros passa tanto pelo corpo?

Porque o corpo negro costuma ser lido antes da pessoa. Entre homens gays, isso aparece de dois jeitos opostos que machucam igual: a rejeição explícita ("não curto negros") e o desejo que reduz a pessoa a um estereótipo de força, tamanho ou desempenho sexual. Em ambos, você deixa de ser visto como alguém inteiro.

Com o tempo, muitos homens passam a medir o próprio valor pela quantidade de curtidas, matches ou elogios ao corpo. Funciona por um momento. Depois o alívio passa e a régua sobe. O artigo ser desejado não é ser escolhido e a página aplicativos e autoestima aprofundam esse ciclo.

Na terapia, o trabalho não é "aprender a se amar" em abstrato. É identificar de onde veio a regra de que você precisa provar valor, perceber em que situações ela é ativada e construir, aos poucos, outras formas de se avaliar. A TCC afirmativa para homens gays e bissexuais foi testada em ensaio clínico com resultados promissores para sintomas de depressão e ansiedade ligados ao estresse de minorias (Pachankis et al., 2015). Não há estudos equivalentes específicos para homens gays e negros no Brasil, então trato esses dados como ponto de partida, não como promessa.

Aprofundando

E quando a família e a fé entram na conversa?

Para muitos homens gays e negros, a família e a igreja foram, ao mesmo tempo, proteção contra o racismo e fonte de rejeição da sexualidade. Isso cria uma lealdade difícil: falar da dor parece trair quem cuidou de você. A terapia não pede que você rompa com ninguém. Ajuda a entender o que é seu, o que foi ensinado e que limites fazem sentido para você. Veja família, culpa e limites.

A fé também não precisa ser apagada. Há homens que seguem religiosos e há os que se afastaram; nos dois casos, o trabalho é sobre a culpa e o medo que ficaram, não sobre convencer você a crer ou deixar de crer. A orientação sexual nunca é tratada como algo a ser corrigido: práticas de reversão são proibidas aos psicólogos no Brasil (Resolução CFP 01/1999).

Sinais de que vale procurar ajuda: dificuldade de dormir por dias, irritação que prejudica relações, sensação de vazio, isolamento, uso de álcool ou outras substâncias para suportar o dia. Nada disso é diagnóstico. Se houver pensamentos de morte ou de se machucar, procure ajuda agora: CVV pelo 188, 24 horas e gratuito, ou SAMU pelo 192.

Perguntas frequentes

Antes de dar o primeiro passo

Não é obrigatório, e a competência clínica continua sendo o principal. Para muitos homens gays e negros, porém, falar com alguém que vive as duas experiências reduz o esforço de explicar o básico: por que o racismo pesa no aplicativo de relacionamento, por que a família reage de um jeito, por que a igreja ou o bairro ensinaram a esconder. Isso costuma favorecer a confiança desde as primeiras sessões. Vale perguntar a qualquer profissional como ele trabalha com raça e sexualidade.

É a ideia de que raça, sexualidade e outras posições sociais não se somam como camadas separadas: elas se cruzam e produzem experiências próprias. O termo foi proposto pela jurista Kimberlé Crenshaw (1989) e passou a ser usado na saúde pública (Bowleg, 2012). Na terapia, isso significa não tratar o racismo numa sessão e a homofobia em outra, como se fossem problemas de pessoas diferentes.

Podem afetar. A teoria do estresse de minorias (Meyer, 2003) descreve como o preconceito vivido, a expectativa de rejeição e a necessidade de esconder partes de si se acumulam e desgastam a saúde mental. A discriminação racial também se associa a piores indicadores de saúde (Williams & Mohammed, 2009). Cada pessoa responde de um jeito; a terapia ajuda a separar o que é seu do que foi colocado em você.

Não. A orientação sexual não é tratada como problema. Práticas de reversão são proibidas aos psicólogos no Brasil pela Resolução CFP 01/1999. O trabalho é sobre o sofrimento que o preconceito produziu, nunca sobre quem você deseja ou ama.

As sessões são por videochamada, em português, e o horário é combinado de acordo com o seu fuso. Para muitos brasileiros gays e negros no exterior, isso resolve uma dificuldade dupla: encontrar alguém que fale a mesma língua e que entenda as duas camadas da experiência. Mais em psicólogo brasileiro no exterior.

Se há pensamentos de morte ou de se machucar, procure ajuda agora: CVV pelo 188, 24 horas e gratuito, ou SAMU pelo 192. Se o peso é grande mas não há risco imediato, procure apoio profissional o quanto antes e converse com alguém de confiança.

Fontes

Referências citadas

Bowleg, L. (2012). The problem with the phrase women and minorities: Intersectionality, an important theoretical framework for public health. American Journal of Public Health, 102(7), 1267–1273.

Conselho Federal de Psicologia. (1999). Resolução CFP n.º 01/1999. Estabelece normas de atuação para os psicólogos em relação à questão da orientação sexual.

Crenshaw, K. (1989). Demarginalizing the intersection of race and sex. University of Chicago Legal Forum, 1989(1), 139–167.

Meyer, I. H. (2003). Prejudice, social stress, and mental health in lesbian, gay, and bisexual populations: Conceptual issues and research evidence. Psychological Bulletin, 129(5), 674–697.

Pachankis, J. E., Hatzenbuehler, M. L., Rendina, H. J., Safren, S. A., & Parsons, J. T. (2015). LGB-affirmative cognitive-behavioral therapy for young adult gay and bisexual men: A randomized controlled trial of a transdiagnostic minority stress approach. Journal of Consulting and Clinical Psychology, 83(5), 875–889.

Williams, D. R., & Mohammed, S. A. (2009). Discrimination and racial disparities in health: Evidence and needed research. Journal of Behavioral Medicine, 32(1), 20–47.

William Camilo, psicólogo e sexólogo gay e negro, CRP 03/22676

As duas partes de você cabem aqui.

Atendimento online, sigiloso e sem julgamento. O primeiro passo é só uma mensagem.

Agendar uma conversa
William Camilo  |  Psicólogo e Sexólogo  |  @ocaradaautoestima
CRP-03/22676 · Salvador-BA · Atendimento online para todo o Brasil e brasileiros no exterior