Sobre · O Cara da Autoestima

Existe uma história por trás de quem vai te escutar

Sou William Camilo, psicólogo e sexólogo, homem negro e gay. Antes de aprender a escutar profissionalmente, eu precisei aprender a me escutar — e foi isso que me trouxe até aqui.

Registro ativo no Conselho Regional de Psicologia da Bahia: CRP 03/22676. Confira no cadastro nacional do CFP.

William Camilo em atendimento de terapia online para homens gays e homens negros
Minha história

De onde vem este trabalho

Quem é William Camilo? William Camilo é psicólogo (CRP 03/22676) pós-graduado em Sexologia e em Psicologia e Sexualidades. Atua com Terapia Cognitivo-Comportamental e Terapia Afirmativa, com perspectiva antirracista, em atendimento online para homens no Brasil e no exterior. É um homem negro e gay e fala do trabalho a partir da clínica e da própria trajetória.

Cresci aprendendo, como tantos homens, que sentir era fraqueza, que pedir ajuda era vergonha e que existiam partes de mim que era melhor esconder. Ser um menino negro e gay me ensinou cedo o que é tentar se encaixar em espaços que não foram feitos para me receber.

A psicologia entrou na minha vida primeiro como busca pessoal — e depois como missão. Quando entendi o que o atendimento certo pode fazer por alguém que passou a vida inteira se editando, decidi que era isso que eu queria oferecer.

Hoje atendo homens que carregam dores parecidas com as que eu carreguei: baixa autoestima, dependência emocional, conflitos com a própria sexualidade, o cansaço de performar força o tempo todo. Eu não escuto essas histórias de fora. Eu as reconheço.

A abordagem

Como eu trabalho

Minha prática une a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) — uma abordagem baseada em evidências, focada em identificar e transformar os padrões de pensamento que sustentam o sofrimento — com a Terapia Afirmativa, que parte de um princípio inegociável: sua orientação sexual e sua identidade não são problemas a serem tratados.

Como sexólogo, também trabalho o que quase ninguém consegue falar em voz alta: inseguranças, disfunções de origem emocional, conflitos entre desejo e culpa. Sexualidade se cuida com técnica e sem moralismo.

O atendimento é online, em videochamada segura, para todo o Brasil e para brasileiros no exterior — sempre em português, com horários combinados no seu fuso.

O que você encontra aqui

Os pilares do trabalho

Sigilo profissional

Tudo o que é dito em sessão é protegido pelo Código de Ética Profissional do Psicólogo.

Sem julgamento

Você não precisa atuar, performar nem se editar. Precisa apenas começar a se escutar.

Prática baseada em evidências

TCC e Terapia Afirmativa: abordagens reconhecidas e estudadas cientificamente.

Olhar afirmativo

Sua orientação e sua identidade são parte da sua história — nunca o problema.

Perspectiva antirracista

Uma clínica que entende os efeitos do racismo na saúde emocional.

Para o que nunca foi dito

Um espaço para falar do que você nunca conseguiu contar a ninguém.

Por que William Camilo

Um profissional que conhece essa dor por dentro

FormaçãoPsicólogo & Sexólogo

Duas lentes para cuidar do emocional e da vida sexual. CRP-03/22676.

VivênciaQuem entende a sua

Um homem negro e gay que conhece essas travessias por dentro.

AbordagemTCC & Terapia Afirmativa

Prática baseada em evidências, com prática afirmativa e antirracista.

AlcanceOnline — Brasil & exterior

Sessões sigilosas por vídeo, no seu fuso, onde você estiver.

A primeira conversa é pelo WhatsApp e não cria compromisso de continuidade.

Como funciona

Um processo com começo, cuidado e direção

01

Primeiro contato

Você envia uma mensagem pelo WhatsApp. Sem formulários longos, sem compromisso.

02

Sessão inicial

Um espaço para você contar sua história e entendermos juntos o que você está buscando.

03

Processo terapêutico

Sessões semanais online, com sigilo absoluto e ferramentas da TCC e da Terapia Afirmativa.

04

Acompanhamento

Um processo contínuo, no seu ritmo, com espaço para revisitar objetivos ao longo do caminho.

Aprofundando

Como William Camilo trabalha na prática?

O trabalho é estruturado, mas não é um protocolo igual para todos. Na sessão inicial, a conversa serve para entender o motivo da busca, o que já foi tentado e o que você espera. A partir disso, vocês definem juntos um foco, por exemplo reduzir a dependência da resposta do outro, entender por que você repete um tipo de relação ou lidar com a vergonha ligada à sexualidade.

Em Terapia Cognitivo-Comportamental, o raciocínio costuma ser este: uma situação dispara um pensamento automático ("ele não respondeu, perdeu o interesse"), que gera uma emoção (ansiedade) e leva a um comportamento (mandar cinco mensagens). O comportamento alivia por alguns minutos e reforça a crença. A terapia mapeia esse ciclo, questiona os pensamentos com você e propõe experimentos graduais para testar alternativas.

Entre uma sessão e outra, pode haver tarefas curtas, como anotar o pensamento que apareceu numa situação ou praticar um limite pequeno. São opcionais no sentido de que você tem voz sobre o que é viável, mas costumam ser onde a mudança acontece. Em geral, as sessões são semanais, por videochamada. O valor e os horários são passados na conversa inicial pelo WhatsApp.

Aprofundando

Por que o foco em homens, e o que a Terapia Afirmativa muda?

O foco existe porque homens enfrentam obstáculos específicos para pedir ajuda: a cobrança de autonomia e de controle emocional faz com que procurar terapia seja visto, por muitos, como fraqueza (Addis & Mahalik, 2003). O resultado é um sofrimento que fica sem nome e aparece como irritação, trabalho em excesso, relações instáveis ou sexo sem prazer.

A Terapia Afirmativa parte de um princípio: orientação sexual e identidade de gênero não são doença nem distúrbio a corrigir. Esse é também o entendimento do Conselho Federal de Psicologia (Resolução CFP 001/1999) e da American Psychological Association (2009). Na prática, isso significa que você não precisa justificar quem é antes de falar do que dói. O foco vai para o que de fato adoece: a vergonha aprendida, o medo de rejeição, a necessidade de se esconder. A literatura sobre estresse de minoria (Meyer, 2003) descreve esse desgaste, e há trabalhos sobre TCC adaptada de forma afirmativa para homens gays e bissexuais (Pachankis et al., 2015).

A prática antirracista funciona de modo parecido: racismo é tratado como experiência real, com efeitos sobre a saúde (Williams & Mohammed, 2009), e não como exagero. Você pode ler mais sobre a terapia afirmativa e sobre racismo e saúde mental de homens negros.

Aprofundando

O que esperar do processo, e o que a terapia não faz?

Espere um processo com começo, meio e revisão. Nas primeiras sessões, o foco é compreender o problema. Depois, entram o treino de habilidades e os experimentos. Em intervalos combinados, vocês revisam o que mudou. Em geral, há momentos de alívio e também de desconforto, porque olhar para padrões antigos mexe com coisas que ficaram guardadas. Isso não indica que a terapia está dando errado.

Há limites que vale deixar claros. A terapia não promete prazo nem resultado, não faz diagnóstico antes de uma avaliação, não decide por você e não substitui acompanhamento médico ou psiquiátrico quando ele é necessário. Também não é um espaço de aconselhamento do tipo "termine" ou "fique": o trabalho é ampliar a sua clareza para escolher. Em momentos de risco, como pensamentos de se machucar, procure o CVV (188, 24 horas) ou o SAMU (192).

Se você ainda não sabe se precisa de terapia, leia como saber se preciso de terapia.

Aprofundando

Como escolher um psicólogo? Perguntas para fazer antes de começar

Comece pelo básico: confirme o registro no Conselho Regional de Psicologia. William Camilo é registrado no CRP-03 sob o número 22676. Depois, observe se o profissional explica como trabalha sem jargão, se respeita o seu ritmo e se não promete resultado ou prazo. Promessas de cura rápida são um sinal de alerta em qualquer lugar.

Perguntas úteis para fazer na primeira conversa:

  • Qual é a sua abordagem e como ela se aplica ao que estou vivendo?
  • Como serão as sessões: frequência, duração, tarefas?
  • Como é tratado o sigilo e o que são as exceções?
  • Você tem experiência com a minha vivência (orientação sexual, raça, vida no exterior)?
  • Como saberemos se estou melhorando ou se devemos mudar o plano?

Por fim, avalie a sensação de segurança. Em psicoterapia, a qualidade do vínculo com o profissional pesa bastante, e você tem o direito de dizer que o encaixe não funcionou. Para quem busca esse recorte, vale ver por que um psicólogo gay pode fazer diferença.

Perguntas frequentes

Antes de dar o primeiro passo

William Camilo é psicólogo (CRP 03/22676) pós-graduado em Sexologia e em Psicologia e Sexualidades. Atende online, em português, homens adultos, especialmente gays, bissexuais e negros, com Terapia Cognitivo-Comportamental e Terapia Afirmativa, com prática antirracista. As sessões são semanais, por videochamada. O trabalho começa pelo entendimento do que você vive e avança para experimentos práticos, com revisões periódicas de objetivos. Não há promessa de prazo ou resultado. O foco é o que você vive hoje, não um protocolo fechado.

Porque os obstáculos são específicos. Normas de masculinidade que valorizam autonomia e controle emocional tornam mais difícil pedir ajuda (Addis & Mahalik, 2003), e muitos homens só chegam à terapia quando o desgaste está alto. Um espaço pensado para isso reduz a necessidade de explicar ou de parecer forte. Isso não significa que outras pessoas não possam se beneficiar: se você não se identifica como homem, mas se reconhece nos temas, pergunte pelo WhatsApp se o atendimento faz sentido.

Uma primeira conversa de orientação. Você conta o que o trouxe, como isso afeta sua rotina e o que gostaria de mudar. Eu explico como trabalho, tiro dúvidas sobre sigilo e formato e, juntos, vemos se há um foco claro. Não há exigência de falar do que você não quer ainda. Ao final, você decide se quer seguir. Não existe obrigação de continuidade, e as informações de valor e horários são passadas antes, pelo WhatsApp.

Em geral, por sinais concretos: você reconhece o padrão mais cedo, reage com menos intensidade, sustenta limites que antes evitava ou passa a escolher de outro jeito. Nem sempre isso aparece rápido, e há fases de desconforto. Por isso, a cada período combinado, revisamos juntos os objetivos e o que mudou, e ajustamos o plano. Se você sentir que não está avançando, diga. Essa conversa faz parte do trabalho e não é um problema.

Não exatamente. Terapia Afirmativa é uma postura clínica: reconhece orientação sexual e identidade como variações legítimas e trata o sofrimento causado por preconceito, vergonha e rejeição. Ela pode ser aplicada a qualquer pessoa LGBTQIAPN+ e se combina a outras abordagens, como a TCC. O que ela rejeita é a ideia de que orientação sexual seja doença ou de que possa ser "curada" (Resolução CFP 001/1999). Mais em terapia afirmativa.

Não. O atendimento é voltado a homens adultos que se reconhecem nos temas de autoestima, relações, sexualidade e identidade, sejam héteros, gays ou bissexuais, negros ou não. O que muda é que, para quem vive o estresse de minoria ou o racismo, existe um espaço onde não é preciso explicar o básico. Se esses temas não fazem parte da sua história, eles não precisam ser o centro do trabalho. Cada pessoa define o que quer trabalhar, sem precisar caber em uma categoria.

O sigilo é uma obrigação ética: o que você conta em sessão não é compartilhado com terceiros, incluindo família e empregador, sem a sua autorização. As exceções são raras, previstas em lei e no Código de Ética, e envolvem risco grave à vida ou à integridade. Se algo assim surgir, a conduta é conversada com você sempre que possível. Quando tiver dúvida, pergunte na sessão inicial: explicar esses limites faz parte do início do trabalho.

Todo psicólogo precisa de registro ativo no Conselho Regional de Psicologia da sua região, e o número deve ser informado. O de William Camilo é CRP 03/22676. Você pode confirmar a situação do registro no cadastro de profissionais do próprio Conselho. Desconfie de quem não informa o registro ou promete cura e resultado garantido. Divulgar depoimentos e antes e depois também costuma ser vedado pelas normas da profissão. Em caso de dúvida, o próprio Conselho pode esclarecer.

William Camilo, psicólogo e sexólogo gay e negro, CRP 03/22676

Talvez exista uma conversa que você ainda não teve consigo mesmo.

Se a minha história fez sentido para você, talvez a sua mereça esse espaço.

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