Se você é brasileiro, gay e negro e mora na Irlanda, dá para fazer terapia online em português com um psicólogo que também é gay e negro. Atendo por vídeo, no seu fuso, homens que vivem o intercâmbio que virou vida, o cansaço do trabalho, a solidão do inverno, as relações rápidas e a distância da família. Sou registrado no Brasil (CRP 03/22676).

Em resumo: Se você é brasileiro, gay e negro e mora na Irlanda, dá para fazer terapia online em português com um psicólogo que também é gay e negro. Atendo por vídeo, no seu fuso, homens que vivem o intercâmbio que virou vida, o cansaço do trabalho, a solidão do inverno, as relações rápidas e a distância da família. Sou registrado no Brasil (CRP 03/22676).
Por William Camilo, psicólogo e sexólogo (CRP 03/22676) · Publicado em 17/10/2026
Muitos brasileiros chegam à Irlanda para estudar inglês e ficar um ano. O ano vira três. A vida fica suspensa entre o visto, a próxima renovação, a casa partilhada e o trabalho que paga as contas mas não é o que você fazia no Brasil. Os dias curtos do inverno, o céu cinza e a distância da família pesam mais do que parecia.
Migrar é perder várias referências ao mesmo tempo, e o luto por isso costuma aparecer depois da euforia da chegada (Bhugra, 2004).
Para muitos homens gays, a Irlanda é o primeiro lugar onde dá para viver sem esconder. Isso é bom e também mexe: aparecem a culpa trazida da família ou da igreja, o excesso de festa e de aplicativo, o medo de voltar ao Brasil. Para o homem negro, há ainda o racismo, inclusive dentro da comunidade gay e da própria comunidade brasileira (Meyer, 2003). Veja racismo nos aplicativos gays.
Diego, 28, gay e negro, está em Dublin há três anos. Trabalha em cozinha, estuda inglês à noite e mora com quatro brasileiros. Nos fins de semana sai, bebe e volta com alguém do aplicativo. Na segunda, a sensação é de vazio. Na terapia, percebeu que a agenda cheia era o jeito de não sentir saudade nem medo de voltar.
Cena composta e fictícia, criada para ilustrar um padrão comum. Não descreve nenhum paciente real.
Atendo por vídeo, em português do Brasil, com horário combinado no seu fuso. Sou psicólogo registrado no Brasil (CRP 03/22676) e sigo as regras do Conselho Federal de Psicologia para atendimento online (CFP, 2018). A terapia comigo não substitui os serviços de saúde de Irlanda, principalmente em emergência.
A sessão individual custa R$ 350. Forma de pagamento e frequência são combinadas na primeira conversa.
Na Irlanda, em emergência ligue 112 ou 999. Os Samaritans atendem a qualquer hora pelo 116 123. Terapia online é cuidado contínuo; não é serviço de crise.
Falar bem outra língua não é o mesmo que sentir nela. Muita gente percebe que, em português, chega mais rápido ao que dói, usa as palavras da família e da infância e não precisa traduzir o próprio humor. Para homens gays e negros, também conta não precisar explicar o Brasil, a igreja, a família ou o racismo brasileiro do zero.
A Irlanda fica 3 ou 4 horas à frente de Brasília, conforme a época do ano. Combinamos um horário que caiba no seu turno de trabalho ou de estudo.
Eu atendo como psicólogo registrado no Brasil, em português, seguindo as normas do Conselho Federal de Psicologia para atendimento online. Em emergência, use os serviços irlandeses: 112, 999 ou Samaritans 116 123.
O foco do meu trabalho é com homens gays, homens negros e homens gays e negros, mas atendo outros homens LGBTQIA+ que buscam uma terapia afirmativa.
A sessão individual custa R$ 350. A forma de pagamento é combinada na primeira conversa.
BHUGRA, D. Migration and mental health. Acta Psychiatrica Scandinavica, v. 109, n. 4, p. 243-258, 2004.
CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Resolução CFP nº 11, de 11 de maio de 2018. Regulamenta a prestação de serviços psicológicos realizados por meios de tecnologias da informação e da comunicação. Brasília: CFP, 2018.
MEYER, I. H. Prejudice, social stress, and mental health in lesbian, gay, and bisexual populations: conceptual issues and research evidence. Psychological Bulletin, v. 129, n. 5, p. 674-697, 2003.

Atendimento online para homens gays e negros, no Brasil e no exterior. O primeiro passo é só uma mensagem.
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